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Retrospectiva da Copa 2026 — zebras, cinderelas e recordes, com apenas a final pela frente
A primeira Copa de 48 seleções está a um jogo do fim. Alemanha e Holanda afundadas nos pênaltis, o Brasil derrubado por Haaland, as três anfitriãs fora e os contos de fadas de Marrocos e Noruega — um mês de drama num relance, com a decepção da Coreia e a busca de Messi por uma última dança na final.
Redação Clinch · dom., 12 de jul.
A Copa do Mundo de 2026, no Canadá, no México e nos Estados Unidos, está a um único jogo do fim: a final de 19 de julho. Ampliado pela primeira vez para 48 seleções, o torneio foi recheado de zebras imprevisíveis, histórias de cinderela e recordes notáveis, da fase de grupos às quartas. Às vésperas da final, revisitamos o caminho até aqui.
Foi um caos desde a fase de grupos. A anfitriã México atropelou o Grupo A com três vitórias seguidas, enquanto o peso-pesado sul-americano Uruguai caiu nos grupos. A Coreia do Sul empolgou ao vencer a República Tcheca por 2 a 1 na estreia, mas duas derrotas por 1 a 0 para México e África do Sul a deixaram em terceiro no Grupo A. Na disputa por melhor terceiro — os oito melhores entre os 12 terceiros avançam —, a Coreia terminou em 10º com 3 pontos e saldo de -1, e caiu. A última vaga de repescagem ficou com o Senegal, empatado em pontos, por um único gol de saldo.
As 16-avos foram um cemitério de gigantes. A tetracampeã Alemanha caiu diante do Paraguai e a Holanda diante do Marrocos, ambas nos pênaltis, tirando cedo duas potências europeias. O Egito bateu a Austrália nos pênaltis para conquistar sua primeira vitória de mata-mata em Copas, eliminando o último time asiático, e a Bélgica, que perdia por 0 a 2 para Senegal, completou uma virada impressionante com o gol de Tielemans aos 125 minutos — o mais tardio da história das Copas.
As zebras seguiram nas oitavas e nas quartas. A pentacampeã Brasil foi eliminada por 2 a 1 pela Noruega de Erling Haaland, e a Espanha afundou a Portugal de Cristiano Ronaldo com um gol no fim, no dérbi ibérico. As três anfitriãs — México, Estados Unidos e Canadá — não chegaram às quartas. A campeã Argentina sobreviveu a duas batalhas na prorrogação, contra Cabo Verde e Suíça, para alcançar a semifinal.
Do outro lado das zebras estavam os contos de fadas. O Marrocos, após a semifinal de 2022, tornou-se a primeira seleção africana a emendar quartas em Copas seguidas, e a Noruega — de volta a uma Copa após 28 anos — chegou às suas primeiras quartas com Haaland, derrubando o Brasil no caminho. Cabo Verde, em sua primeira Copa, chegou às 16-avos, escrevendo a história da maior campanha do menor país.
Os números também esquentaram o torneio. O gol de Tielemans aos 125 minutos é o mais tardio da história das Copas, e as disputas de pênaltis pipocaram por todo o mata-mata. Na briga pela Chuteira de Ouro, Lionel Messi e Kylian Mbappé dividem a liderança com oito gols (Mbappé à frente no critério de assistências), com Erling Haaland logo atrás, com sete. Com potências tradicionais como Alemanha, Holanda, Brasil e Portugal caindo, esta edição também pode ser lembrada como a queda dos gigantes.
Agora restam apenas as semifinais e a final. Nas semifinais, as favoritas França e Espanha se enfrentam pela supremacia europeia (14 de julho), enquanto Inglaterra e a Argentina de Messi disputam uma vaga na final (15 de julho, Atlanta). A final é em 19 de julho, em Nova Jersey. Messi coroará a carreira com o título no que pode ser sua última Copa, ou a Europa recuperará o troféu? Um mês de drama caminha para o capítulo final.
Você pode conferir o chaveamento completo, os horários restantes e cada resumo de jogo em nossas páginas de chaveamento (/bracket) e notícias (/news). Quando a final for disputada, completaremos esta retrospectiva com o campeão.
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